domingo, 10 de novembro de 2019

NO EVANGELHO RESIDE O PODER PARA MUDAR O HOMEM NO ÍNTIMO

Romanos 1:16 Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
Cremos no poder do evangelho, das boas novas do Reino de Deus. Para um mundo em crise, a Palavra de Deus, embora sob ataque severo que visa desacredita-la, é o poder de Deus para salvação de todo aquele que vier a crer. É no evangelho que reside o poder de Deus, e não em nossos argumentos a partir dele.
Aqueles que não creem nas Escrituras, não podem compreender como uma “simples religião”, como é definida por eles, a devoção que têm os que nela creem, pode ser considerada como algo de origem sobrenatural e divina, até reconhecem a bíblia como poder de influência e inspiração, o que vêm como algo negativo, porque torna seus seguidores pessoas alienadas e cegas por causa da fé, sendo por isso, impedidas de terem um perfeito desenvolvimento como ser humano.
Não podemos cair na armadilha de encarar essa situação como uma guerra, não batalhamos contra os incrédulos, não podemos querer vencê-los em sua proposta de argumentar contra a Palavra, embora seja uma missão aparentemente impossível, o que nos compete é oferecer ao descrente a oportunidade de vir a crer nela. Antagonizando-os, respondendo a seus insultos e desafios ao nível do intelecto, só estaríamos caindo na estratégia maligna engendrada pelo inferno, tentando resolver uma situação impossível de vencer com as armas naturais.
Mesmo quando o incrédulo de certo modo entende que há algum poder inexplicável no evangelho, pensa que tal poder seja um tipo de fenômeno exotérico e inexplicável a exemplo das runas, mandalas, horóscopos ou algum poder misterioso como o que as bruxas operam. Diminuem e fazem piada do tipo de gente que crê, porque o evangelho, em seu modo de ver, exerce manipulação intelectual e psicológica, o que explica de modo natural o efeito “alienante” do evangelho, esta é a forma que encontraram para explicar os efeitos da transformação operadas no espírito do homem e que se reflete em sua vida visível, o que chamamos de efeitos da regeneração, eles chamam de alienação.
Sabemos que por trás desse poder está a pessoa bendita do Criador, que o manifesta em favor de fazer cumprir Seu propósito Eterno, que foi estabelecido bem antes do princípio de todas as coisas começarem a ser contadas, quando as eras passadas não faziam parte da história da humanidade.
Ainda que o ser pensante natural acredite poder levar vantagem em algum suposto “debate” filosófico, campo em que a lógica humana acredita ver as coisas de modo claro, ele será totalmente conquistado apenas pelo poder sobrenatural que emana das verdades eternas que são reveladas pelo evangelho de Jesus Cristo. Verdades absorvidas sobrenaturalnente por quem Cristo lhe quiser revelar. E esse é o mistério, que toda a sabedoria que o ser humano conseguir acumular não pode alcançar a compreensão simples das palavras do Rabino Yashuah, por isso é que diz a própria escritura que estas coisas foram escondidas aos grandes e reveladas aos humildes (pequenos).
A Palavra de Deus por si só, é vencedora porque é A verdade, a verdade tem seu valor estabelecido pela imutabilidade, ainda que as pessoas se recusem a reconhece-la, ela ainda estará lá quando os argumentos "lógicos" da ilusória compreensão de quem a resiste se desvanecer, quando se desfizerem todos os sofismas e demais aparentes "comprovações contra ela. A verdade é dura como o mais resistente diamante, é isso que significa sua imutabilidade, significa que ela não sofre variação, nem adequação que lhe diminua (ou aumente) o valor diante qualquer situação que possa acontecer. É contra esse absolutismo da eterna Palavra de Deus que se levantam as pessoas que a resistem, porque é que todas as ideologias parecem se aliar contra a ideia de um Deus soberano e supremo, a quem todos devem se submeter? Porque é que no mundo atual, o cristianismo bíblico é tão atacado, porque tantos parecem se unir para desacreditar o evangelho?
O motivo de as boas novas de Cristo estarem sendo postas como inimiga do "desenvolvimento" natural da humanidade, é porque na verdade, isso realmente acontece, a natureza carnal da humanidade fracassou no princípio e perdeu sua comunhão com o Criador. Nesse estado caído, a humanidade não pode produzir muita coisa que seja realmente boa. A resposta a tanto antagonismo é porque a queda do homem no Éden fez e continua fazendo com que o homem queira ser "livre", seguir seu próprio rumo, sem a interferência de Deus, esse desejo doentio pela "liberdade" cegou os homens, não percebem que sua chance de se salvarem das consequências nefastas de seu pecado é recorrerem à salvação que seu Criador lhes oferece. O que o ser humano não pode compreender de forma natural porque seus olhos espirituais estão "fechados" é que a verdadeira liberdade está em se submeter ao Senhor Deus, Ele não quer escravizar o homem, mas liberta-lo, o verdadeiro poder escravizador é o pecado que cega e limita o ser humano em seu verdadeiro desenvolvimento, impedindo que este descubra e alcance seu verdadeiro potencial.
Até reconhecem alguma virtude nas Palavras Sagradas, a exemplo dos "livros sagrados" de tantas religiões, ideologias e crenças que abundam o imaginário humano, mas a Escritura Sagrada não é a verdade apenas no sentido de que ela é sagrada como um objeto que detém poder por conta própria, (um amuleto) que deva ser adorada, ou por conter alguns bons conselhos e inspira alguns bons sentimentos, o Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint’Exuperry faz isso, mas sim porque a Palavra de Deus revela a verdade, sendo esta o próprio Cristo, a verdade revelada no evangelho é a Palavra de Deus, ou seja: aquilo que Deus falou e revelou ao mundo através e a respeito de Seu Filho encarnado.
O Evangelho revela o grande plano de Deus para salvar os pecadores através do sacrifício deste Filho em uma morte expiatória e substitutiva a favor deles. Ela aponta quem deve ser adorado e reconhecido como Soberano Absoluto de tudo que há, ensina como o Eterno Deus deve ser obedecido e porquê.
O cristão evangélico não tem necessidade de vencer debates para obtenção de satisfação pessoal ou confirmação de sua fé, diz a Escritura que aquele que quer se aproximar de Deus já crê, sua fé pode ser confirmada e solidificada pela revelação dinâmica e crescente da Palavra de Deus, mas já existe quando ele é atraído pela busca do conhecimento que ela contém sobre Deus. A armadilha que o inferno quer que o crente caia nela é a de acreditar que algum tipo de bom desempenho, alguma elogiável performance do “defensor” do evangelho seja necessária para que ela não caia em descrédito, isso significaria que a escritura sagrada, precisando de defensores humanos, teria seu valor diminuído ao contrário de ser reconhecido, e negaria sua verdadeira constituição e origem divinas.
Não quero dizer com isso que o debate contra os que pretendem zombar da Escritura seja errado, o que seria errado é a motivação que visasse apenas uma vitória pessoal do ego humano, ou que de modo equivocado acreditasse que ela dependesse desse debate para sobreviver, não precisa, ela é eterna, como aquele que a proferiu, e como Ele, subsistirá eternamente e por Ele, se fará reconhecer como Verdade, quando a Ele assim aprouver.

A ALEGRIA DO SENHOR A NOSSA FORÇA É!

(Neemias 8.10)
Definições: ALEGRIA
1. Pode subentender qualquer grau de bem-estar, desde o simples contentamento ou ausência de tristeza, até a experiência mais intensa de alegria ou realização.
2. Do ponto de vista bíblico: É um sentimento mais profundo do que a dor ou prazer, não é limitado pelas circunstâncias externas nem vinculado exclusivamente a elas. A alegria é um DOM de Deus.
Um fator primordial para a felicidade é a questão espiritual. Em Jesus temos a esperança de uma vida plena. Mesmo diante de perspectivas desfavoráveis, Ele nos conduz a uma vida de bênção e de paz. Jesus é a chave para uma vida feliz. Precisamos deixar ele assumir o comando e o controle de nossas vidas.
É inquestionável que problemas, como os financeiros, por exemplo, causem estresses, atritos, ansiedades, dores de cabeça e tantas outras consequências desastrosas que minam a paz e geram infelicidade, como evita-los? 1. Fidelidade: Deus afirma a Sua decisão de abençoar com prosperidade aqueles que são fiéis. (Malaquias 3:10) 2. Sabedoria. A sabedoria impedirá você de tomar decisões precipitadas e que podem gerar prejuízos e preocupações. Deus nos criou para a felicidade. O caminho para sermos cada dia mais felizes é alimentarmos o espírito com a Fé em Deus por meio de Jesus Cristo; com ele é possível experimentar alegria a cada dia. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor." (Salmos 122:1)
As experiências amargas podem nos tirar a alegria. Uma das maravilhas de Deus para nós é que essa alegria pode ser reencontrada na adoração e na palavra de Deus que alimentam a nossa fé.
Precisamos saber que em meio aos problemas e dificuldades, o reencontro com Deus e sua palavra tem o poder de renovar a alegria, e que o passado deve ficar para trás. A alegria é uma qualidade de vida, não simplesmente uma emoção passageira. A alegria não é uma consequência isolada ou ocasional da fé, é uma parte integrante do relacionamento que a pessoa tem com Deus. A plenitude da alegria vem quando entendemos o que Deus fez em nossa vida. Quando o Senhor trouxe do exílio os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. A nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cânticos de alegria. Então se dizia entre as nações: grandes coisas fez o Senhor por estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos cheios de alegria." (Salmos 126:1-3)
Nós fazemos churrasco quando passamos no vestibular, aniversariamos, ou conquistamos um emprego melhor. Mas quando foi que fizemos um churrasco por causa de uma vitória espiritual significante? A tristeza excessiva nos incapacita para a realização de nossos deveres. Há famílias que ainda vem a Igreja, tem suas participações, são dizimistas, contudo, não tem ânimo nem prazer no que fazem. O coração jubiloso torna os passos mais leves, a alegria aumenta nossa eficiência. É necessário cultivar a santa alegria. "O fruto do Espírito é ...alegria..." (Gálatas 5:22)
Do ponto de vista psicológico, o indivíduo não pode experimentar a alegria enquanto está preocupado com sua própria segurança, prazer ou interesse. Por isso, descanse em Deus e deixe toda a tarefa de cuidar da sua vida em suas mãos, Ele sabe o que faz. Confie e, alegre-se! Sim, é preciso querer, é preciso se exercitar na alegria, a adoração é uma decisão, não deve ser resultado de algum sentimento, mas deve persistir apesar de qualquer sentimento.
Lembrou-se da sua misericórdia e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus. Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai louvores. Louvai ao Senhor com a harpa; com a harpa e a voz de canto. Com trombetas, e ao som de buzinas, exultai diante do Rei, o Senhor. (Salmos 98:3-6)

A TEOLOGIA DA ALEGRIA


FILIPENSES 1:1-8

No início da carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo fala sobre sua alegria. Esta foi chamada de epístola da alegria, porque a expressão de alegria enche os quatro capítulos. O apóstolo Paulo conhecia a plenitude do Espírito Santo – alegria dada, algo que todo crente deveria conhecer e experimentar; mas nem todos experimentam. Antes de penetrar nesta passagem, deixe-me levá-lo de volta no tempo, ao Salmo 42. Quero mostrar-lhe um homem em perigo, em depressão. Um homem que sabia que deveria ter alegria, mas que parece não poder alcançá-la. Sabemos que quem os escreveu era uma pessoa deprimidaum tanto desesperada. Ao mesmo tempo, sabendo que esse não era o jeito certo de ser, ele não conseguia se arrastar para fora do poço em que estava. Ele nos apresenta a sua depressão nos primeiros quatro versos do Salmo 42. Há uma imagem de tristeza, solidão, separação. Tudo se resume a um estado depressivo, um estado de desespero. Ele sente como se Deus o tivesse abandonado e não estivesse por perto.

DEUS AUSENTE? É uma maneira bastante universal de definir a tristeza e a depressão das pessoas. Elas se sentem separadas de Deus, como se Deus não se importasse com elas e não estivesse por perto. E algo nelas tem sede desesperada pela presença e intimidade com Deus. As lágrimas de tristeza são abundantes, e seus inimigos dizem: “Onde está o teu Deus?” Uma forma de dizer que Deus era indiferente e impotente, ou que ele não era digno da atenção de Deus. Deus o abandonou.  Ele está deprimido. Veja os versos 5 e 6:

RESISTINDO A CIRCUNSTÂNCIA (Sugestão da aparência): Temos de reagir à depressão, interrogar nossa alma do porquê do desespero e perturbação, pois sabemos que Ele virá, Ele sempre vem“Espera em Deus, pois ainda o louvarei...”, Ele não nos deixa sós, o inimigo está errado! Ele nos restaurará! O adoraremos de novo!” Interrompa seus lamentos (8 a 11). Lutemos contra a tendência natural da alma em se abater! Não podemos nos concentrar erroneamente nas circunstâncias de nossa vida. Sabemos que nossa alegria é Ele, Nosso Senhor, nosso Salvador, ainda que tudo pareça nos sufocar, nossa última palavra seja um brado de louvor!

SE ALEGRANDO EM DEUS: Paulo era um homem em terríveis circunstâncias quando escreveu a carta aos Filipenses. Provavelmente estava preso em Roma, quando escreveu as cartas aos Filipenses, Efésios, Colossenses e a Filemom.  Ele estava sozinho, ele sabia o que era ser solitário. Além das restrições terríveis da prisão, ele era impiedosamente criticado por seus inimigos. Não só seus inimigos mundanos, mas dentro da própria igreja. Muitos diziam que Deus estava lhe punindo por falhas miseráveis no seu ministério. Suas condições eram como a do salmista, mas, a diferença era que o salmista estava lutando com suas circunstâncias e Paulo estava se alegrando com seu Deus. E essa é a obra do Espírito Santo. Essa é a verdadeira promessa! Gálatas 5:22 e Romanos 14:7 falam do amor, paz, exultação, justiça, paz e alegria no Espírito Santo como fruto do Espírito! 

CONCLUSÃO: A verdadeira alegria espiritual não está relacionada às circunstâncias. É um presente de Deus para aqueles que creem no evangelho de Cristo, sendo produzido neles pelo Espírito Santo, para os que recebem e obedecem a Palavra de Deus, mesmo misturada com provações, e mantêm o foco na glória eterna. Essa é a teologia da alegria.  Alguém que está olhando para o eterno pode estar sob as mesmas circunstâncias de outro que está naufragando em um mar de lamentos, mas ele desfruta de uma profunda alegria, porque perdeu de vista suas circunstâncias e está imerso na maravilha de seu relacionamento vivo com o Deus verdadeiro, através de Cristo.


sábado, 9 de novembro de 2019

A MENTE DE CRISTO EM NÓS




Texto: Romanos 12:1-2

INTRODUÇÃO: Nossa mente é o principal alvo de Satanás, nossos pensamentos seguem um padrão, algo como uma programação, essa “programação” seria os padrões herdados de nossa vida anterior ao nosso encontro com Cristo, e também da influência do mundo ao nosso redor que “jaz no maligno”, com seus costumes, seus princípios distorcidos, e sua visão torpe da realidade espiritual. Por isso é importante que aprendamos a controlar nossa mente, e podemos conseguir isso através de uma “reprogramação” baseada na bíblia e na vigilância.

SEU DIREITO DE CONTROLAR SUA MENTE (2 Coríntios 10:5)
Tomar o pensamento é julgar à luz de Filipenses 4:8-8. Todo pensamento que se levanta contra o conhecimento de Deus, todo o pensamento que não diz amém à Palavra de Deus, não deve permanecer em nós. Deve ser combatido por nós mesmos, repreendido e recusado conscientemente.

RECONQUISTANDO O QUE O DIABO LEVOU
Saiba que o inimigo vai resistir para não abrir mão do que ele controlou por anos (Lembre-se disso para não desanimar), é preciso tomar dele o controle dos nossos pensamentos, temos o direito de possuir uma mente transformada. Temos que conhecer as táticas do inimigo, nessa luta, ele usa a insistência. Resista e declare a sua autoridade em Cristo sobre o inimigo. Não desista! “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). Satanás não é dono de nossa mente.

CONCLUSÃO: A vontade de Deus é que você controle a mente auxiliado pelo Espírito Santo. Esta será com certeza uma luta repetida, diária. O que leva alguém a desistir é a preguiça (desânimo) de resistir. Uma mente renovada precisa lutar para alcançar estabilidade emocional. Procure descobrir onde o inimigo ainda tem influência em sua mente e ofereça resistência. Leia novamente Rm. 12:2, A Palavra de Deus tem que entrar na mente e ser conservada na boca. Jesus venceu Satanás com a Palavra de Deus, faça o mesmo.
ARREPENDIMENTO, CONDIÇÃO DO CORAÇÃO QUE SERVE
 PR. DERLI OLIVEIRA DE LIMA


Deus nos tem chamado para uma vida de serviço, ao nos envolvermos com sua obra, não o fazemos porque somos bons de coração ou porque nossos serviços são indispensáveis, nem mesmo porque atingimos um nível espiritual que nos abona a sermos aceitos nas fileiras do Senhor mesmo que Ele não queira, assim como que se Ele fosse obrigado a nos aceitar por termos cumprido algum requisito preestabelecido.
Uma coisa que é preciso lembrar sempre é que Ele é o Senhor, não somente no sentido de ser dono, ou autoridade, mas Senhor no sentido de estar acima de qualquer um ou qualquer coisa, não é por precisar de nós que Ele nos chama, é para nos honrar, nos presentear, é um privilégio servi-lo, uma honraria feita a quem não merece, não é um encargo ou uma obrigação, algo que tenhamos de fazer com má vontade e com indisposição.
Ao trabalhar em sua obra temos a oportunidade de retribuir a Ele com a mesma honraria com a qual Ele nos honrou, é uma forma que temos de prestar homenagem àquele que tanto nos deu, servir ao Senhor é uma forma de adoração, devemos servi-lo com um coração submisso e gentil, com alegria e sem esperar nenhuma recompensa ou reconhecimento, devemos sim, procurar estar em condições de graciosamente alegrá-lo com um coração bem preparado para o bom desempenho da função que a nós foi confiada.
Pensando assim, devemos a cada dia, a cada novo amanhecer examinar nosso coração, para ver se a motivação que nos leva a fazer o que fazemos em nome dEle, é genuinamente para honrá-lo ou para honrar a nós mesmos.
Cada novo dia é uma oportunidade para examinarmos nosso interior, para nos concertarmos com Ele, para nos arrependermos, para purificarmos nossas intenções, para analisarmos sinceramente nossa atuação e redirecionar nossas motivações. É oportunidade para chorarmos diante dele envergonhados pela forma relaxada que fizemos sua obra, por não termos tentado fazer mais e melhor, por não termos dado tudo de nós na busca de melhores resultados.
Servir ao Senhor, não deve ser:
  • com vaidade, como se o motivo de ser escolhido tivesse sido alguma qualidade que possuíssemos.
  • com orgulho por algo que tendo sido feito apresente bons resultados, como se tivesse sido feito por nossa exclusiva capacidade.
  • com desleixo com se fosse um serviço prestado a homens e não ao Senhor, ou um serviço no qual nos alistamos por vontade própria ou em benefício próprio.
  • com desânimo por falta de resultados aparentes, como se não existisse uma fonte onde buscar recursos espirituais, e uma forma de encontrar restauração e direção para um serviço de realizações. 
  • como se fosse um peso de obrigação, mas com prazer renovado na conscientização de que servi-lo é um privilégio e não um castigo.
  • com irresponsabilidade como se fosse algo que não merecesse nossa maior atenção e não necessitasse nossa melhor preparação.  
Deve ser feito com um coração agradecido e submisso, com desejo de fazer cada vez mais e melhor, buscando-se para isso uma condição de comunhão constante com Ele mesmo, o Senhor da obra. Em atitude contínua de auto-exame, de quebrantamento e arrependimento sincero profundo e transformador.

Arrependimento sim, já que somos tão falhos, como resultado de cada exame feito em nós mesmos, encontraremos motivos para nos arrependermos, e que seja com profunda dor pela ofensa causada ao Senhor, essa é a forma de restabelecermos à normalidade nossa relação com Ele, de servos que servem adorando em santidade e gratidão.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRISE NA IGREJA

Estamos vivendo uma crise de integridade na igreja. Há um abismo entre o que pregamos e o que vivemos; entre o que falamos e o que praticamos. A igreja tem discurso, mas não tem vida; tem carisma, mas não tem caráter; tem influência política, mas não poder espiritual. Há uma esquizofrenia instalada em nosso meio. Tornamo-nos uma igreja ambígua e contraditória, em que o discurso mascara a vida, e a vida reprova o discurso. Estamos vendo o florescimento de uma igreja narcisista, com síndrome de Laodiceia, pois se julga rica e abastada, mas está pobre, cega e nua. 

Uma igreja que aplaude e dá nota máxima a si mesma quando se olha no espelho, mas que não passa no crivo da integridade nem pode ser aprovada ao ser submetida ao teste da sã doutrina. Estamos vendo o crescimento de uma igreja ufanista e triunfalista, que se encanta com seu próprio crescimento numérico ao mesmo tempo em que se apequena na vida espiritual. Uma igreja que explode numericamente, mas se atrofia espiritualmente. Uma igreja que tem cinco mil quilômetros de extensão, mas apenas cinco centímetros de profundidade. Uma igreja que se vangloria de produzir dezenas de bíblias de estudo, mas produz uma geração analfabeta em Bíblia. Estamos vendo crescer em nossa nação uma igreja sem doutrina e sem ética. Uma igreja que rifa a verdade por dinheiro, que joga a ética para debaixo do tapete e, mesmo assim, vocifera palavras de ordem chamando as pessoas ao arrependimento.

No passado a igreja tinha autoridade para chamar o mundo ao arrependimento. Hoje é o mundo que ordena que a igreja se arrependa. Derrubamos os muros que nos separam do mundo. Queremos ser iguais ao mundo, no tolo discurso de atraí-lo. Perdemos nossa identidade e nossa integridade. Nossa luz apagou-se debaixo do alqueire. Tornamo-nos sal sem sabor, que não presta para mais nada, senão para ser pisado pelos homens. Estamos vendo crescer uma igreja mercado que escancara suas portas e usa a religião como fonte de lucro. Uma igreja que constrói novos templos como se abre franquias, não com o propósito de pregar a verdade, mas de granjear riquezas. Temos visto os templos se transformando em praças de negócio, os púlpitos em balcões de comércio, o evangelho em produto lucrativo e os crentes em consumidores vorazes. Temos visto igrejas se transformando em lucrativas empresas e pregadores inescrupulosos criando mecanismos heterodoxos para granjear fortunas em nome de Deus. 

Estamos vendo crescer em nossa pátria uma igreja sincrética, mística que prega um outro evangelho, um evangelho diferente que, de fato, não é evangelho. Uma igreja que prega o que povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Uma igreja que prega prosperidade, mas não salvação; que prega milagres, mas não a cruz. Uma igreja centrada no homem, e não em Deus. Estamos vendo crescer uma igreja amante dos holofotes, embriagada pelo sucesso, sedenta de aplausos, em que seus pregadores e cantores são tratados como astros de cinema. 

Estamos trocando nosso direito de primogenitura por um prato de lentilhas das glórias humanas, rendendo- nos à tietagem e ao culto à personalidade, colocando homens em um pedestal, afrontando, assim, nosso único e bendito Senhor, que não divide sua glória com ninguém. Estamos vivendo uma homérica crise de liderança. Uma das classes mais desacreditadas da nação são os pastores. Há pastores não convertidos no ministério. Há uma legião de ministros não vocacionados no ministério. Há muitos que entram para o ministério por causa do seu bônus, mas não aceitam seu ônus; querem os louvores do ministério, mas não suas cicatrizes. Há aqueles que fazem do ministério um refúgio para esconder sua preguiça e seu comodismo. Há pastores que deveriam cuidar de si mesmos antes de cuidar do rebanho de Deus. Há pastores confusos doutrinariamente no ministério, indivíduos que não sabem para onde caminham, por isso, são influenciados por todo vento de doutrina, deixando seu rebanho à mercê dos lobos travestidos de ovelhas. 

Há pastores que estão em pecado no ministério e já perderam a sensibilidade espiritual, pois condenam nos outros os mesmos pecados que praticam em secreto.  Estamos vivendo uma crise de valores na igreja. Abandonamos a simplicidade do evangelho. Substituímos a sã doutrina pelas novidades do mercado da fé. Trocamos a verdade pelo sucesso. Substituímos a pregação pelo espetáculo. Colocamos no lugar da oração, em que nos quebrantávamos e chorávamos pelos nossos pecados, os grandes ajuntamentos, em que saltitamos ao som estrondoso e ensurdecedor dos nossos instrumentos eletrônicos. Precisamos desesperadamente voltar ao primeiro amor. Precisamos urgentemente de uma nova reforma na igreja. Precisamos de um reavivamento que nos traga de volta o frescor da vida abundante em Cristo Jesus. Precisamos desesperadamente do revestimento e do poder do Espírito Santo. Precisamos de uma igreja fiel que prefira a morte à apostasia. Uma igreja santa que prefira o martírio ao pecado. Uma igreja que ame a Palavra mais do que o lucro. Uma igreja que chore pelos seus pecados e pelas almas que perecem, e não pelas dificuldades da vida presente. 

Precisamos de uma igreja que tenha visão missionária e compaixão pelos que sofrem. Uma igreja que tenha ortodoxia e piedade, doutrina e vida, discurso e prática. Uma igreja que pregue aos ouvidos e aos olhos. Temos de fazer uma radiografia da igreja. 
Olhar para o passado com o propósito de lançar luz no presente e apontar rumos para o futuro. O Senhor Jesus terminou cada carta enviada às igrejas da Ásia da mesma maneira: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas". Meu ardente desejo, meu clamor diante dos céus, é que seu coração seja inflamado com essas mensagens, que você seja um graveto seco a pegar fogo e que comece a partir de você e de mim, um grande reavivamento espiritual em nossa nação!

Texto extraído integralmente do livro:

OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS. [Prefácio]
De Hernandes Dias Lopes
ENTREGANDO O MELHOR AO SENHOR

João registrou um acontecimento muito significativo, que se deu seis dias antes de Jesus ser preso. (Jo 12: 1...Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa à Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.fizeram-lhe pois, ali uma ceia, e marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele).
Maria, mais uma vez torna-se a personagem central da narrativa, anteriormente já tinha escolhido a melhor parte. (Lc. 10:38-41- e aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa, e tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra, Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada), agora ela lança mão de um verdadeiro tesouro que ela tinha guardado, algo realmente valioso, com certeza, o que ela tinha de mais valioso.
Marta estava sempre distraída com o serviço, preocupada com os afazeres. Essa é uma preocupação boa para se ter, é louvável que o cristão seja uma pessoa cumpridora de suas obrigações, mas quando essas coisas interferem na sua disponibilidade de estar aos pés de Jesus, prostrado, abandonado, desligado de tudo o mais, não somente quando sobrar algum tempo, mas naquele tempo de qualidade (precioso) dedicado como prioridade ao Senhor, para estar com ele sem que nada interfira, e em todo o restante do tempo, mesmo quando ocupado das coisas materiais, mantendo sempre a vontade do Senhor, recebida nos momentos de comunhão, em primeiro lugar, ou seja: se algo a fazer contrariar a vontade d’Ele, deve ser evitada; isso é entrega, entrega que demonstra amor a Deus.
É isso significa dar o melhor para nosso Senhor e Salvador, a passagem de João 12 ensina que temos de dar o melhor para Jesus, o melhor do nosso tempo, da nossa vida, dos nossos esforços, da nossa dedicação, a primazia em nossos pensamentos, o melhor que tivermos guardado dentro de nós!