FILIPENSES 1:1-8
No início da carta aos Filipenses, o apóstolo
Paulo fala sobre sua alegria. Esta
foi chamada de epístola da alegria, porque a expressão de alegria enche os
quatro capítulos. O apóstolo Paulo conhecia a plenitude do Espírito Santo
– alegria dada, algo que todo crente deveria conhecer e experimentar; mas nem
todos experimentam. Antes de penetrar nesta passagem, deixe-me
levá-lo de volta no tempo, ao Salmo
42. Quero mostrar-lhe um
homem em perigo, em depressão. Um homem que sabia que deveria ter alegria, mas
que parece não poder alcançá-la. Sabemos que quem os escreveu era
uma pessoa deprimida, um tanto desesperada. Ao mesmo
tempo, sabendo que esse não
era o jeito certo de ser, ele não conseguia se arrastar para fora do poço em
que estava. Ele nos apresenta a sua depressão nos primeiros quatro
versos do Salmo 42. Há uma imagem de
tristeza, solidão, separação. Tudo se resume a um estado
depressivo, um estado de desespero. Ele sente como
se Deus o tivesse abandonado e não estivesse por perto.
DEUS AUSENTE? É uma maneira
bastante universal de definir a tristeza e a depressão das pessoas. Elas se
sentem separadas de Deus, como
se Deus não se importasse com elas e não estivesse por perto. E algo
nelas tem sede desesperada pela presença e intimidade com Deus. As lágrimas de
tristeza são abundantes, e seus inimigos dizem: “Onde
está o teu Deus?” Uma forma de dizer que Deus era indiferente e impotente, ou que
ele não era digno da atenção de Deus. Deus o abandonou. Ele está deprimido. Veja os
versos 5 e 6:
RESISTINDO A
CIRCUNSTÂNCIA (Sugestão da aparência): Temos de reagir à depressão, interrogar nossa alma do porquê do
desespero e perturbação, pois sabemos que Ele virá, Ele sempre vem: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei...”,
Ele não nos deixa sós, o inimigo está errado!
Ele nos restaurará! O adoraremos de novo!” Interrompa
seus lamentos (8 a 11). Lutemos contra a tendência natural da
alma em se abater! Não
podemos nos concentrar erroneamente nas circunstâncias de nossa vida. Sabemos que
nossa alegria é Ele, Nosso Senhor, nosso Salvador, ainda que tudo pareça nos sufocar,
nossa última palavra seja um brado de louvor!
SE
ALEGRANDO EM DEUS: Paulo era um homem em
terríveis circunstâncias quando escreveu a carta aos
Filipenses. Provavelmente estava preso em Roma, quando escreveu as cartas
aos Filipenses, Efésios, Colossenses e a Filemom. Ele
estava sozinho, ele sabia o que era ser solitário. Além das restrições
terríveis da prisão, ele era impiedosamente criticado por seus inimigos. Não só
seus inimigos mundanos, mas dentro da própria igreja. Muitos diziam que Deus
estava lhe punindo por falhas miseráveis no seu ministério. Suas condições
eram como a do salmista, mas, a diferença era que o salmista estava lutando com
suas circunstâncias e Paulo estava se alegrando com seu Deus. E essa é a obra
do Espírito Santo. Essa é a verdadeira promessa! Gálatas 5:22 e Romanos
14:7 falam do amor, paz, exultação, justiça, paz e alegria no Espírito Santo
como fruto do Espírito!
CONCLUSÃO: A verdadeira alegria espiritual não está
relacionada às circunstâncias. É um presente de Deus para aqueles que creem no
evangelho de Cristo, sendo produzido neles pelo Espírito Santo, para os que
recebem e obedecem a Palavra de Deus, mesmo misturada com provações, e mantêm o
foco na glória eterna. Essa é a teologia da alegria. Alguém que está olhando para o eterno pode
estar sob as mesmas circunstâncias de outro que está naufragando em um mar de
lamentos, mas ele desfruta de uma profunda alegria, porque perdeu de vista suas
circunstâncias e está imerso na maravilha de seu relacionamento vivo com o Deus
verdadeiro, através de Cristo.
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