domingo, 10 de novembro de 2019

A TEOLOGIA DA ALEGRIA


FILIPENSES 1:1-8

No início da carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo fala sobre sua alegria. Esta foi chamada de epístola da alegria, porque a expressão de alegria enche os quatro capítulos. O apóstolo Paulo conhecia a plenitude do Espírito Santo – alegria dada, algo que todo crente deveria conhecer e experimentar; mas nem todos experimentam. Antes de penetrar nesta passagem, deixe-me levá-lo de volta no tempo, ao Salmo 42. Quero mostrar-lhe um homem em perigo, em depressão. Um homem que sabia que deveria ter alegria, mas que parece não poder alcançá-la. Sabemos que quem os escreveu era uma pessoa deprimidaum tanto desesperada. Ao mesmo tempo, sabendo que esse não era o jeito certo de ser, ele não conseguia se arrastar para fora do poço em que estava. Ele nos apresenta a sua depressão nos primeiros quatro versos do Salmo 42. Há uma imagem de tristeza, solidão, separação. Tudo se resume a um estado depressivo, um estado de desespero. Ele sente como se Deus o tivesse abandonado e não estivesse por perto.

DEUS AUSENTE? É uma maneira bastante universal de definir a tristeza e a depressão das pessoas. Elas se sentem separadas de Deus, como se Deus não se importasse com elas e não estivesse por perto. E algo nelas tem sede desesperada pela presença e intimidade com Deus. As lágrimas de tristeza são abundantes, e seus inimigos dizem: “Onde está o teu Deus?” Uma forma de dizer que Deus era indiferente e impotente, ou que ele não era digno da atenção de Deus. Deus o abandonou.  Ele está deprimido. Veja os versos 5 e 6:

RESISTINDO A CIRCUNSTÂNCIA (Sugestão da aparência): Temos de reagir à depressão, interrogar nossa alma do porquê do desespero e perturbação, pois sabemos que Ele virá, Ele sempre vem“Espera em Deus, pois ainda o louvarei...”, Ele não nos deixa sós, o inimigo está errado! Ele nos restaurará! O adoraremos de novo!” Interrompa seus lamentos (8 a 11). Lutemos contra a tendência natural da alma em se abater! Não podemos nos concentrar erroneamente nas circunstâncias de nossa vida. Sabemos que nossa alegria é Ele, Nosso Senhor, nosso Salvador, ainda que tudo pareça nos sufocar, nossa última palavra seja um brado de louvor!

SE ALEGRANDO EM DEUS: Paulo era um homem em terríveis circunstâncias quando escreveu a carta aos Filipenses. Provavelmente estava preso em Roma, quando escreveu as cartas aos Filipenses, Efésios, Colossenses e a Filemom.  Ele estava sozinho, ele sabia o que era ser solitário. Além das restrições terríveis da prisão, ele era impiedosamente criticado por seus inimigos. Não só seus inimigos mundanos, mas dentro da própria igreja. Muitos diziam que Deus estava lhe punindo por falhas miseráveis no seu ministério. Suas condições eram como a do salmista, mas, a diferença era que o salmista estava lutando com suas circunstâncias e Paulo estava se alegrando com seu Deus. E essa é a obra do Espírito Santo. Essa é a verdadeira promessa! Gálatas 5:22 e Romanos 14:7 falam do amor, paz, exultação, justiça, paz e alegria no Espírito Santo como fruto do Espírito! 

CONCLUSÃO: A verdadeira alegria espiritual não está relacionada às circunstâncias. É um presente de Deus para aqueles que creem no evangelho de Cristo, sendo produzido neles pelo Espírito Santo, para os que recebem e obedecem a Palavra de Deus, mesmo misturada com provações, e mantêm o foco na glória eterna. Essa é a teologia da alegria.  Alguém que está olhando para o eterno pode estar sob as mesmas circunstâncias de outro que está naufragando em um mar de lamentos, mas ele desfruta de uma profunda alegria, porque perdeu de vista suas circunstâncias e está imerso na maravilha de seu relacionamento vivo com o Deus verdadeiro, através de Cristo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário