domingo, 10 de novembro de 2019

NO EVANGELHO RESIDE O PODER PARA MUDAR O HOMEM NO ÍNTIMO

Romanos 1:16 Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
Cremos no poder do evangelho, das boas novas do Reino de Deus. Para um mundo em crise, a Palavra de Deus, embora sob ataque severo que visa desacredita-la, é o poder de Deus para salvação de todo aquele que vier a crer. É no evangelho que reside o poder de Deus, e não em nossos argumentos a partir dele.
Aqueles que não creem nas Escrituras, não podem compreender como uma “simples religião”, como é definida por eles, a devoção que têm os que nela creem, pode ser considerada como algo de origem sobrenatural e divina, até reconhecem a bíblia como poder de influência e inspiração, o que vêm como algo negativo, porque torna seus seguidores pessoas alienadas e cegas por causa da fé, sendo por isso, impedidas de terem um perfeito desenvolvimento como ser humano.
Não podemos cair na armadilha de encarar essa situação como uma guerra, não batalhamos contra os incrédulos, não podemos querer vencê-los em sua proposta de argumentar contra a Palavra, embora seja uma missão aparentemente impossível, o que nos compete é oferecer ao descrente a oportunidade de vir a crer nela. Antagonizando-os, respondendo a seus insultos e desafios ao nível do intelecto, só estaríamos caindo na estratégia maligna engendrada pelo inferno, tentando resolver uma situação impossível de vencer com as armas naturais.
Mesmo quando o incrédulo de certo modo entende que há algum poder inexplicável no evangelho, pensa que tal poder seja um tipo de fenômeno exotérico e inexplicável a exemplo das runas, mandalas, horóscopos ou algum poder misterioso como o que as bruxas operam. Diminuem e fazem piada do tipo de gente que crê, porque o evangelho, em seu modo de ver, exerce manipulação intelectual e psicológica, o que explica de modo natural o efeito “alienante” do evangelho, esta é a forma que encontraram para explicar os efeitos da transformação operadas no espírito do homem e que se reflete em sua vida visível, o que chamamos de efeitos da regeneração, eles chamam de alienação.
Sabemos que por trás desse poder está a pessoa bendita do Criador, que o manifesta em favor de fazer cumprir Seu propósito Eterno, que foi estabelecido bem antes do princípio de todas as coisas começarem a ser contadas, quando as eras passadas não faziam parte da história da humanidade.
Ainda que o ser pensante natural acredite poder levar vantagem em algum suposto “debate” filosófico, campo em que a lógica humana acredita ver as coisas de modo claro, ele será totalmente conquistado apenas pelo poder sobrenatural que emana das verdades eternas que são reveladas pelo evangelho de Jesus Cristo. Verdades absorvidas sobrenaturalnente por quem Cristo lhe quiser revelar. E esse é o mistério, que toda a sabedoria que o ser humano conseguir acumular não pode alcançar a compreensão simples das palavras do Rabino Yashuah, por isso é que diz a própria escritura que estas coisas foram escondidas aos grandes e reveladas aos humildes (pequenos).
A Palavra de Deus por si só, é vencedora porque é A verdade, a verdade tem seu valor estabelecido pela imutabilidade, ainda que as pessoas se recusem a reconhece-la, ela ainda estará lá quando os argumentos "lógicos" da ilusória compreensão de quem a resiste se desvanecer, quando se desfizerem todos os sofismas e demais aparentes "comprovações contra ela. A verdade é dura como o mais resistente diamante, é isso que significa sua imutabilidade, significa que ela não sofre variação, nem adequação que lhe diminua (ou aumente) o valor diante qualquer situação que possa acontecer. É contra esse absolutismo da eterna Palavra de Deus que se levantam as pessoas que a resistem, porque é que todas as ideologias parecem se aliar contra a ideia de um Deus soberano e supremo, a quem todos devem se submeter? Porque é que no mundo atual, o cristianismo bíblico é tão atacado, porque tantos parecem se unir para desacreditar o evangelho?
O motivo de as boas novas de Cristo estarem sendo postas como inimiga do "desenvolvimento" natural da humanidade, é porque na verdade, isso realmente acontece, a natureza carnal da humanidade fracassou no princípio e perdeu sua comunhão com o Criador. Nesse estado caído, a humanidade não pode produzir muita coisa que seja realmente boa. A resposta a tanto antagonismo é porque a queda do homem no Éden fez e continua fazendo com que o homem queira ser "livre", seguir seu próprio rumo, sem a interferência de Deus, esse desejo doentio pela "liberdade" cegou os homens, não percebem que sua chance de se salvarem das consequências nefastas de seu pecado é recorrerem à salvação que seu Criador lhes oferece. O que o ser humano não pode compreender de forma natural porque seus olhos espirituais estão "fechados" é que a verdadeira liberdade está em se submeter ao Senhor Deus, Ele não quer escravizar o homem, mas liberta-lo, o verdadeiro poder escravizador é o pecado que cega e limita o ser humano em seu verdadeiro desenvolvimento, impedindo que este descubra e alcance seu verdadeiro potencial.
Até reconhecem alguma virtude nas Palavras Sagradas, a exemplo dos "livros sagrados" de tantas religiões, ideologias e crenças que abundam o imaginário humano, mas a Escritura Sagrada não é a verdade apenas no sentido de que ela é sagrada como um objeto que detém poder por conta própria, (um amuleto) que deva ser adorada, ou por conter alguns bons conselhos e inspira alguns bons sentimentos, o Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint’Exuperry faz isso, mas sim porque a Palavra de Deus revela a verdade, sendo esta o próprio Cristo, a verdade revelada no evangelho é a Palavra de Deus, ou seja: aquilo que Deus falou e revelou ao mundo através e a respeito de Seu Filho encarnado.
O Evangelho revela o grande plano de Deus para salvar os pecadores através do sacrifício deste Filho em uma morte expiatória e substitutiva a favor deles. Ela aponta quem deve ser adorado e reconhecido como Soberano Absoluto de tudo que há, ensina como o Eterno Deus deve ser obedecido e porquê.
O cristão evangélico não tem necessidade de vencer debates para obtenção de satisfação pessoal ou confirmação de sua fé, diz a Escritura que aquele que quer se aproximar de Deus já crê, sua fé pode ser confirmada e solidificada pela revelação dinâmica e crescente da Palavra de Deus, mas já existe quando ele é atraído pela busca do conhecimento que ela contém sobre Deus. A armadilha que o inferno quer que o crente caia nela é a de acreditar que algum tipo de bom desempenho, alguma elogiável performance do “defensor” do evangelho seja necessária para que ela não caia em descrédito, isso significaria que a escritura sagrada, precisando de defensores humanos, teria seu valor diminuído ao contrário de ser reconhecido, e negaria sua verdadeira constituição e origem divinas.
Não quero dizer com isso que o debate contra os que pretendem zombar da Escritura seja errado, o que seria errado é a motivação que visasse apenas uma vitória pessoal do ego humano, ou que de modo equivocado acreditasse que ela dependesse desse debate para sobreviver, não precisa, ela é eterna, como aquele que a proferiu, e como Ele, subsistirá eternamente e por Ele, se fará reconhecer como Verdade, quando a Ele assim aprouver.

A ALEGRIA DO SENHOR A NOSSA FORÇA É!

(Neemias 8.10)
Definições: ALEGRIA
1. Pode subentender qualquer grau de bem-estar, desde o simples contentamento ou ausência de tristeza, até a experiência mais intensa de alegria ou realização.
2. Do ponto de vista bíblico: É um sentimento mais profundo do que a dor ou prazer, não é limitado pelas circunstâncias externas nem vinculado exclusivamente a elas. A alegria é um DOM de Deus.
Um fator primordial para a felicidade é a questão espiritual. Em Jesus temos a esperança de uma vida plena. Mesmo diante de perspectivas desfavoráveis, Ele nos conduz a uma vida de bênção e de paz. Jesus é a chave para uma vida feliz. Precisamos deixar ele assumir o comando e o controle de nossas vidas.
É inquestionável que problemas, como os financeiros, por exemplo, causem estresses, atritos, ansiedades, dores de cabeça e tantas outras consequências desastrosas que minam a paz e geram infelicidade, como evita-los? 1. Fidelidade: Deus afirma a Sua decisão de abençoar com prosperidade aqueles que são fiéis. (Malaquias 3:10) 2. Sabedoria. A sabedoria impedirá você de tomar decisões precipitadas e que podem gerar prejuízos e preocupações. Deus nos criou para a felicidade. O caminho para sermos cada dia mais felizes é alimentarmos o espírito com a Fé em Deus por meio de Jesus Cristo; com ele é possível experimentar alegria a cada dia. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor." (Salmos 122:1)
As experiências amargas podem nos tirar a alegria. Uma das maravilhas de Deus para nós é que essa alegria pode ser reencontrada na adoração e na palavra de Deus que alimentam a nossa fé.
Precisamos saber que em meio aos problemas e dificuldades, o reencontro com Deus e sua palavra tem o poder de renovar a alegria, e que o passado deve ficar para trás. A alegria é uma qualidade de vida, não simplesmente uma emoção passageira. A alegria não é uma consequência isolada ou ocasional da fé, é uma parte integrante do relacionamento que a pessoa tem com Deus. A plenitude da alegria vem quando entendemos o que Deus fez em nossa vida. Quando o Senhor trouxe do exílio os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. A nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de cânticos de alegria. Então se dizia entre as nações: grandes coisas fez o Senhor por estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos cheios de alegria." (Salmos 126:1-3)
Nós fazemos churrasco quando passamos no vestibular, aniversariamos, ou conquistamos um emprego melhor. Mas quando foi que fizemos um churrasco por causa de uma vitória espiritual significante? A tristeza excessiva nos incapacita para a realização de nossos deveres. Há famílias que ainda vem a Igreja, tem suas participações, são dizimistas, contudo, não tem ânimo nem prazer no que fazem. O coração jubiloso torna os passos mais leves, a alegria aumenta nossa eficiência. É necessário cultivar a santa alegria. "O fruto do Espírito é ...alegria..." (Gálatas 5:22)
Do ponto de vista psicológico, o indivíduo não pode experimentar a alegria enquanto está preocupado com sua própria segurança, prazer ou interesse. Por isso, descanse em Deus e deixe toda a tarefa de cuidar da sua vida em suas mãos, Ele sabe o que faz. Confie e, alegre-se! Sim, é preciso querer, é preciso se exercitar na alegria, a adoração é uma decisão, não deve ser resultado de algum sentimento, mas deve persistir apesar de qualquer sentimento.
Lembrou-se da sua misericórdia e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus. Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai louvores. Louvai ao Senhor com a harpa; com a harpa e a voz de canto. Com trombetas, e ao som de buzinas, exultai diante do Rei, o Senhor. (Salmos 98:3-6)

A TEOLOGIA DA ALEGRIA


FILIPENSES 1:1-8

No início da carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo fala sobre sua alegria. Esta foi chamada de epístola da alegria, porque a expressão de alegria enche os quatro capítulos. O apóstolo Paulo conhecia a plenitude do Espírito Santo – alegria dada, algo que todo crente deveria conhecer e experimentar; mas nem todos experimentam. Antes de penetrar nesta passagem, deixe-me levá-lo de volta no tempo, ao Salmo 42. Quero mostrar-lhe um homem em perigo, em depressão. Um homem que sabia que deveria ter alegria, mas que parece não poder alcançá-la. Sabemos que quem os escreveu era uma pessoa deprimidaum tanto desesperada. Ao mesmo tempo, sabendo que esse não era o jeito certo de ser, ele não conseguia se arrastar para fora do poço em que estava. Ele nos apresenta a sua depressão nos primeiros quatro versos do Salmo 42. Há uma imagem de tristeza, solidão, separação. Tudo se resume a um estado depressivo, um estado de desespero. Ele sente como se Deus o tivesse abandonado e não estivesse por perto.

DEUS AUSENTE? É uma maneira bastante universal de definir a tristeza e a depressão das pessoas. Elas se sentem separadas de Deus, como se Deus não se importasse com elas e não estivesse por perto. E algo nelas tem sede desesperada pela presença e intimidade com Deus. As lágrimas de tristeza são abundantes, e seus inimigos dizem: “Onde está o teu Deus?” Uma forma de dizer que Deus era indiferente e impotente, ou que ele não era digno da atenção de Deus. Deus o abandonou.  Ele está deprimido. Veja os versos 5 e 6:

RESISTINDO A CIRCUNSTÂNCIA (Sugestão da aparência): Temos de reagir à depressão, interrogar nossa alma do porquê do desespero e perturbação, pois sabemos que Ele virá, Ele sempre vem“Espera em Deus, pois ainda o louvarei...”, Ele não nos deixa sós, o inimigo está errado! Ele nos restaurará! O adoraremos de novo!” Interrompa seus lamentos (8 a 11). Lutemos contra a tendência natural da alma em se abater! Não podemos nos concentrar erroneamente nas circunstâncias de nossa vida. Sabemos que nossa alegria é Ele, Nosso Senhor, nosso Salvador, ainda que tudo pareça nos sufocar, nossa última palavra seja um brado de louvor!

SE ALEGRANDO EM DEUS: Paulo era um homem em terríveis circunstâncias quando escreveu a carta aos Filipenses. Provavelmente estava preso em Roma, quando escreveu as cartas aos Filipenses, Efésios, Colossenses e a Filemom.  Ele estava sozinho, ele sabia o que era ser solitário. Além das restrições terríveis da prisão, ele era impiedosamente criticado por seus inimigos. Não só seus inimigos mundanos, mas dentro da própria igreja. Muitos diziam que Deus estava lhe punindo por falhas miseráveis no seu ministério. Suas condições eram como a do salmista, mas, a diferença era que o salmista estava lutando com suas circunstâncias e Paulo estava se alegrando com seu Deus. E essa é a obra do Espírito Santo. Essa é a verdadeira promessa! Gálatas 5:22 e Romanos 14:7 falam do amor, paz, exultação, justiça, paz e alegria no Espírito Santo como fruto do Espírito! 

CONCLUSÃO: A verdadeira alegria espiritual não está relacionada às circunstâncias. É um presente de Deus para aqueles que creem no evangelho de Cristo, sendo produzido neles pelo Espírito Santo, para os que recebem e obedecem a Palavra de Deus, mesmo misturada com provações, e mantêm o foco na glória eterna. Essa é a teologia da alegria.  Alguém que está olhando para o eterno pode estar sob as mesmas circunstâncias de outro que está naufragando em um mar de lamentos, mas ele desfruta de uma profunda alegria, porque perdeu de vista suas circunstâncias e está imerso na maravilha de seu relacionamento vivo com o Deus verdadeiro, através de Cristo.


sábado, 9 de novembro de 2019

A MENTE DE CRISTO EM NÓS




Texto: Romanos 12:1-2

INTRODUÇÃO: Nossa mente é o principal alvo de Satanás, nossos pensamentos seguem um padrão, algo como uma programação, essa “programação” seria os padrões herdados de nossa vida anterior ao nosso encontro com Cristo, e também da influência do mundo ao nosso redor que “jaz no maligno”, com seus costumes, seus princípios distorcidos, e sua visão torpe da realidade espiritual. Por isso é importante que aprendamos a controlar nossa mente, e podemos conseguir isso através de uma “reprogramação” baseada na bíblia e na vigilância.

SEU DIREITO DE CONTROLAR SUA MENTE (2 Coríntios 10:5)
Tomar o pensamento é julgar à luz de Filipenses 4:8-8. Todo pensamento que se levanta contra o conhecimento de Deus, todo o pensamento que não diz amém à Palavra de Deus, não deve permanecer em nós. Deve ser combatido por nós mesmos, repreendido e recusado conscientemente.

RECONQUISTANDO O QUE O DIABO LEVOU
Saiba que o inimigo vai resistir para não abrir mão do que ele controlou por anos (Lembre-se disso para não desanimar), é preciso tomar dele o controle dos nossos pensamentos, temos o direito de possuir uma mente transformada. Temos que conhecer as táticas do inimigo, nessa luta, ele usa a insistência. Resista e declare a sua autoridade em Cristo sobre o inimigo. Não desista! “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). Satanás não é dono de nossa mente.

CONCLUSÃO: A vontade de Deus é que você controle a mente auxiliado pelo Espírito Santo. Esta será com certeza uma luta repetida, diária. O que leva alguém a desistir é a preguiça (desânimo) de resistir. Uma mente renovada precisa lutar para alcançar estabilidade emocional. Procure descobrir onde o inimigo ainda tem influência em sua mente e ofereça resistência. Leia novamente Rm. 12:2, A Palavra de Deus tem que entrar na mente e ser conservada na boca. Jesus venceu Satanás com a Palavra de Deus, faça o mesmo.
ARREPENDIMENTO, CONDIÇÃO DO CORAÇÃO QUE SERVE
 PR. DERLI OLIVEIRA DE LIMA


Deus nos tem chamado para uma vida de serviço, ao nos envolvermos com sua obra, não o fazemos porque somos bons de coração ou porque nossos serviços são indispensáveis, nem mesmo porque atingimos um nível espiritual que nos abona a sermos aceitos nas fileiras do Senhor mesmo que Ele não queira, assim como que se Ele fosse obrigado a nos aceitar por termos cumprido algum requisito preestabelecido.
Uma coisa que é preciso lembrar sempre é que Ele é o Senhor, não somente no sentido de ser dono, ou autoridade, mas Senhor no sentido de estar acima de qualquer um ou qualquer coisa, não é por precisar de nós que Ele nos chama, é para nos honrar, nos presentear, é um privilégio servi-lo, uma honraria feita a quem não merece, não é um encargo ou uma obrigação, algo que tenhamos de fazer com má vontade e com indisposição.
Ao trabalhar em sua obra temos a oportunidade de retribuir a Ele com a mesma honraria com a qual Ele nos honrou, é uma forma que temos de prestar homenagem àquele que tanto nos deu, servir ao Senhor é uma forma de adoração, devemos servi-lo com um coração submisso e gentil, com alegria e sem esperar nenhuma recompensa ou reconhecimento, devemos sim, procurar estar em condições de graciosamente alegrá-lo com um coração bem preparado para o bom desempenho da função que a nós foi confiada.
Pensando assim, devemos a cada dia, a cada novo amanhecer examinar nosso coração, para ver se a motivação que nos leva a fazer o que fazemos em nome dEle, é genuinamente para honrá-lo ou para honrar a nós mesmos.
Cada novo dia é uma oportunidade para examinarmos nosso interior, para nos concertarmos com Ele, para nos arrependermos, para purificarmos nossas intenções, para analisarmos sinceramente nossa atuação e redirecionar nossas motivações. É oportunidade para chorarmos diante dele envergonhados pela forma relaxada que fizemos sua obra, por não termos tentado fazer mais e melhor, por não termos dado tudo de nós na busca de melhores resultados.
Servir ao Senhor, não deve ser:
  • com vaidade, como se o motivo de ser escolhido tivesse sido alguma qualidade que possuíssemos.
  • com orgulho por algo que tendo sido feito apresente bons resultados, como se tivesse sido feito por nossa exclusiva capacidade.
  • com desleixo com se fosse um serviço prestado a homens e não ao Senhor, ou um serviço no qual nos alistamos por vontade própria ou em benefício próprio.
  • com desânimo por falta de resultados aparentes, como se não existisse uma fonte onde buscar recursos espirituais, e uma forma de encontrar restauração e direção para um serviço de realizações. 
  • como se fosse um peso de obrigação, mas com prazer renovado na conscientização de que servi-lo é um privilégio e não um castigo.
  • com irresponsabilidade como se fosse algo que não merecesse nossa maior atenção e não necessitasse nossa melhor preparação.  
Deve ser feito com um coração agradecido e submisso, com desejo de fazer cada vez mais e melhor, buscando-se para isso uma condição de comunhão constante com Ele mesmo, o Senhor da obra. Em atitude contínua de auto-exame, de quebrantamento e arrependimento sincero profundo e transformador.

Arrependimento sim, já que somos tão falhos, como resultado de cada exame feito em nós mesmos, encontraremos motivos para nos arrependermos, e que seja com profunda dor pela ofensa causada ao Senhor, essa é a forma de restabelecermos à normalidade nossa relação com Ele, de servos que servem adorando em santidade e gratidão.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CRISE NA IGREJA

Estamos vivendo uma crise de integridade na igreja. Há um abismo entre o que pregamos e o que vivemos; entre o que falamos e o que praticamos. A igreja tem discurso, mas não tem vida; tem carisma, mas não tem caráter; tem influência política, mas não poder espiritual. Há uma esquizofrenia instalada em nosso meio. Tornamo-nos uma igreja ambígua e contraditória, em que o discurso mascara a vida, e a vida reprova o discurso. Estamos vendo o florescimento de uma igreja narcisista, com síndrome de Laodiceia, pois se julga rica e abastada, mas está pobre, cega e nua. 

Uma igreja que aplaude e dá nota máxima a si mesma quando se olha no espelho, mas que não passa no crivo da integridade nem pode ser aprovada ao ser submetida ao teste da sã doutrina. Estamos vendo o crescimento de uma igreja ufanista e triunfalista, que se encanta com seu próprio crescimento numérico ao mesmo tempo em que se apequena na vida espiritual. Uma igreja que explode numericamente, mas se atrofia espiritualmente. Uma igreja que tem cinco mil quilômetros de extensão, mas apenas cinco centímetros de profundidade. Uma igreja que se vangloria de produzir dezenas de bíblias de estudo, mas produz uma geração analfabeta em Bíblia. Estamos vendo crescer em nossa nação uma igreja sem doutrina e sem ética. Uma igreja que rifa a verdade por dinheiro, que joga a ética para debaixo do tapete e, mesmo assim, vocifera palavras de ordem chamando as pessoas ao arrependimento.

No passado a igreja tinha autoridade para chamar o mundo ao arrependimento. Hoje é o mundo que ordena que a igreja se arrependa. Derrubamos os muros que nos separam do mundo. Queremos ser iguais ao mundo, no tolo discurso de atraí-lo. Perdemos nossa identidade e nossa integridade. Nossa luz apagou-se debaixo do alqueire. Tornamo-nos sal sem sabor, que não presta para mais nada, senão para ser pisado pelos homens. Estamos vendo crescer uma igreja mercado que escancara suas portas e usa a religião como fonte de lucro. Uma igreja que constrói novos templos como se abre franquias, não com o propósito de pregar a verdade, mas de granjear riquezas. Temos visto os templos se transformando em praças de negócio, os púlpitos em balcões de comércio, o evangelho em produto lucrativo e os crentes em consumidores vorazes. Temos visto igrejas se transformando em lucrativas empresas e pregadores inescrupulosos criando mecanismos heterodoxos para granjear fortunas em nome de Deus. 

Estamos vendo crescer em nossa pátria uma igreja sincrética, mística que prega um outro evangelho, um evangelho diferente que, de fato, não é evangelho. Uma igreja que prega o que povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Uma igreja que prega prosperidade, mas não salvação; que prega milagres, mas não a cruz. Uma igreja centrada no homem, e não em Deus. Estamos vendo crescer uma igreja amante dos holofotes, embriagada pelo sucesso, sedenta de aplausos, em que seus pregadores e cantores são tratados como astros de cinema. 

Estamos trocando nosso direito de primogenitura por um prato de lentilhas das glórias humanas, rendendo- nos à tietagem e ao culto à personalidade, colocando homens em um pedestal, afrontando, assim, nosso único e bendito Senhor, que não divide sua glória com ninguém. Estamos vivendo uma homérica crise de liderança. Uma das classes mais desacreditadas da nação são os pastores. Há pastores não convertidos no ministério. Há uma legião de ministros não vocacionados no ministério. Há muitos que entram para o ministério por causa do seu bônus, mas não aceitam seu ônus; querem os louvores do ministério, mas não suas cicatrizes. Há aqueles que fazem do ministério um refúgio para esconder sua preguiça e seu comodismo. Há pastores que deveriam cuidar de si mesmos antes de cuidar do rebanho de Deus. Há pastores confusos doutrinariamente no ministério, indivíduos que não sabem para onde caminham, por isso, são influenciados por todo vento de doutrina, deixando seu rebanho à mercê dos lobos travestidos de ovelhas. 

Há pastores que estão em pecado no ministério e já perderam a sensibilidade espiritual, pois condenam nos outros os mesmos pecados que praticam em secreto.  Estamos vivendo uma crise de valores na igreja. Abandonamos a simplicidade do evangelho. Substituímos a sã doutrina pelas novidades do mercado da fé. Trocamos a verdade pelo sucesso. Substituímos a pregação pelo espetáculo. Colocamos no lugar da oração, em que nos quebrantávamos e chorávamos pelos nossos pecados, os grandes ajuntamentos, em que saltitamos ao som estrondoso e ensurdecedor dos nossos instrumentos eletrônicos. Precisamos desesperadamente voltar ao primeiro amor. Precisamos urgentemente de uma nova reforma na igreja. Precisamos de um reavivamento que nos traga de volta o frescor da vida abundante em Cristo Jesus. Precisamos desesperadamente do revestimento e do poder do Espírito Santo. Precisamos de uma igreja fiel que prefira a morte à apostasia. Uma igreja santa que prefira o martírio ao pecado. Uma igreja que ame a Palavra mais do que o lucro. Uma igreja que chore pelos seus pecados e pelas almas que perecem, e não pelas dificuldades da vida presente. 

Precisamos de uma igreja que tenha visão missionária e compaixão pelos que sofrem. Uma igreja que tenha ortodoxia e piedade, doutrina e vida, discurso e prática. Uma igreja que pregue aos ouvidos e aos olhos. Temos de fazer uma radiografia da igreja. 
Olhar para o passado com o propósito de lançar luz no presente e apontar rumos para o futuro. O Senhor Jesus terminou cada carta enviada às igrejas da Ásia da mesma maneira: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas". Meu ardente desejo, meu clamor diante dos céus, é que seu coração seja inflamado com essas mensagens, que você seja um graveto seco a pegar fogo e que comece a partir de você e de mim, um grande reavivamento espiritual em nossa nação!

Texto extraído integralmente do livro:

OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS. [Prefácio]
De Hernandes Dias Lopes
ENTREGANDO O MELHOR AO SENHOR

João registrou um acontecimento muito significativo, que se deu seis dias antes de Jesus ser preso. (Jo 12: 1...Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa à Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.fizeram-lhe pois, ali uma ceia, e marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele).
Maria, mais uma vez torna-se a personagem central da narrativa, anteriormente já tinha escolhido a melhor parte. (Lc. 10:38-41- e aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa, e tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra, Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada), agora ela lança mão de um verdadeiro tesouro que ela tinha guardado, algo realmente valioso, com certeza, o que ela tinha de mais valioso.
Marta estava sempre distraída com o serviço, preocupada com os afazeres. Essa é uma preocupação boa para se ter, é louvável que o cristão seja uma pessoa cumpridora de suas obrigações, mas quando essas coisas interferem na sua disponibilidade de estar aos pés de Jesus, prostrado, abandonado, desligado de tudo o mais, não somente quando sobrar algum tempo, mas naquele tempo de qualidade (precioso) dedicado como prioridade ao Senhor, para estar com ele sem que nada interfira, e em todo o restante do tempo, mesmo quando ocupado das coisas materiais, mantendo sempre a vontade do Senhor, recebida nos momentos de comunhão, em primeiro lugar, ou seja: se algo a fazer contrariar a vontade d’Ele, deve ser evitada; isso é entrega, entrega que demonstra amor a Deus.
É isso significa dar o melhor para nosso Senhor e Salvador, a passagem de João 12 ensina que temos de dar o melhor para Jesus, o melhor do nosso tempo, da nossa vida, dos nossos esforços, da nossa dedicação, a primazia em nossos pensamentos, o melhor que tivermos guardado dentro de nós!

CARACTERÍSTICAS DE UM DISCÍPULO

Para nós, cristãos evangélicos, o termo surgiu com Jesus quando ele próprio escolheu 12 e ensinou que o seguissem, imitando-lhe em tudo. Ef. 5:1

Discípulo - do grego “Mathetes” que é uma derivação do verbo “Mathano” que significa aprender.

1º) IMITA JESUS - O VERDADEIRO DISCÍPULO É UM IMITADOR DE JESUS  (I Co 11:1).
Um discípulo é um aprendiz; que segue tanto os ensinamentos quanto ao professor que os ensina (imita-o).
            
o podemos imitar (ser igual) o mundo, nosso padrão é a Palavra (Jesus – Jo 1). O mundo “jaz” no maligno, não podemos ser o que Satanás quer que sejamos (discípulo dele). Temos que ser o que Deus quer que nós sejamos, e Deus quer que sejamos discípulos de Jesus. Aleluia!

2º) ANDA COM DEUS (JOÃO 15:4-5).
O cristão que anda com Deus tem um relacionamento pessoal com Jesus
Amigos são inseparáveis - Mateus 16:24-25. Se não houver renúncia, eu não posso andar com Deus, seguir a Jesus. O verdadeiro discípulo renuncia os seus desejos para seguir a Jesus (sacrifício vivo). O verdadeiro discípulo não tem vida própria.

3º) VIVE A PALAVRA – OBEDECE, PÕE EM PRÁTICA O QUE APRENDEU – (TG. 1:22-25.)
O discípulo não faz escolhas pessoais, mas segue as orientações do mestre.
A palavra é um espelho (olho para ela e vejo como eu sou). Aquele que não entendeu ainda que todos devemos ser discípulos de Jesus, costuma achar o que os outros devem fazer o que manda a Palavra, ao invés de que ele mesmo precisa fazer – (Tiago 1:25).

4º) CONTRIBUI NA OBRA:
O verdadeiro discípulo prospera.
a) Ministério (serviço): I Co 15:58 - Imitar a Jesus servindo no ministério é fazer o mesmo que Ele fez, dando-se até o fim, não procurando fazer sua vontade própria, mas antes agradar a Deus, procurando em tudo que fizer, que o louvor seja destinado a Deus somente.

b) Bens (ofertas e dízimos): O nível de comprometimento verdadeiro é aquele em que envolvemos nossas finanças, o verdadeiro discípulo, não tem as mãos vazias quando comparece diante do Senhor, ou quando percebe a necessidade da obra ou dos irmãos. Filipenses 4:17-19 - Lucas 6:38
5º) IMPACTA O MUNDO – (MT. 10:1,7-8 – AT. 17:6)  
            Seguindo essas diretrizes, você será como Deus quer que você seja, um discípulo pronto para começar a deixar sua marca no mundo, muitas vezes, líderes cristãos querem encontrar modelos de evangelização em massa ou  de forma apressada, pensam em ganhar mil almas todo mês, mas no modelo de Jesus, o discipulado, ganha-se com a vida, convivência, e isso pode demorar um pouco mais, mas o que se colher será um fruto maduro, pronto para o ensino, crescimento e reprodução, é assim que o Reino de Deus se faz, com discípulos que aprendem a gerar discípulos, recebendo base de ensino, podendo assim manter a sã doutrina do evangelho intacta e sendo alimentados e em crescimento constante para glória de Deus Pai.

Pr Derli Oliveira de Lima

Abra os olhos do meu coração


 Deus somente poderá confiar-nos seu conhecimento sobrenatural à medida que nós conhecermos seu coração. Os dons do Espírito liberados para a Igreja não passam de pequenos sinais do que o mundo espiritual pode nos revelar. O Pai nos tem chamado para sermos mensageiros de uma realidade espiritual espantosamente maravilhosa, e nós temos, portanto, que conhecer os poderes, os mistérios e as maravilhas que nela existem. 
Não devemos desprezar os dons do Espírito concedidos à Igreja, na verdade devem ser buscados com muito ardor porque eles nos põem em contato com o mundo espiritual, foram dados por Deus para que tivéssemos discernimento suficiente para conhecer a Sua mente.  É necessário procurarmos conhecer a mente do Senhor, os seus caminhos e os seus propósitos, porém temos também que desejar de forma muito mais ardorosa conhecer o Seu coração.

Quando conhecermos Seu coração os olhos do nosso coração se abrirão. Então poderemos ver como Ele vê, e agiremos do modo que Ele deseja.  Deus está disposto a conceder visões muito claras da esfera espiritual e dos mistérios que o homem apenas conhecerá nas eras vindouras, Ele quer dar isso à Igreja. Entretanto, existe um perigo que com frequência atinge aos que são agraciados com o grande privilégio de receber revelação nesse nível, trata-se do terrível engano da ilusão de que são merecedores de tal revelação, perdem a humildade e aquilo que deveria ser de grande bênção, torna-se ocasião de perdição, a humildade não serve para nos rebaixar, serve para nos proteger! Sem a humildade, tornamo-nos soberbos e perdemos a continuidade do fluir da verdadeira revelação que o Senhor tem a nos dar e passamos a viver de enganos. Isso acontecerá na vida dos que não entenderem o que Deus pretende ao revelar o sobrenatural, e se não entendermos que Ele quer é nos usar como “vasos”, instrumentos Seus (o que é um tremendo privilégio) para que, Sua glória sendo manifestada, alcance o coração dos homens, então também cairemos nesse engano. 

A igreja constantemente pede ao Senhor que lhe conceda mais da Sua graça, e esse é Seu desejo mais ardoroso em relação a nós, continuamente Ele almeja nos cobrir com Sua graça. E a maior graça que pode conceder aos Seus filhos é a condição de conhecer o nível de engano em que está, porque deseja nos livrar da soberba e do orgulho espiritual, mantendo-nos na vereda direita da vida.  Engano é tudo o que não compreendemos como Ele compreende e tudo que não vemos como Ele vê. Conhecer o nível atual de engano na nossa vida nos traz humildade, e aos humildes, Ele dá graça sobre graça.  É por isso que Ele disse: “Quem é tão cego senão o meu servo...” E é por isso que disse também aos fariseus “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêm vejam, e os que vêem se tornem cegos, (...) Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.”

É por isso que, ao chamar seu servo Paulo, sua luz o atingiu tornando-o cego. A Sua luz apenas revelou qual era a sua verdadeira condição. Tal como Paulo, todos temos que ser atingidos de forma a ficarmos cegos na esfera natural para que possamos ver por meio do Seu Espírito. O coração do homem é enganoso, pois pensa a respeito de si mesmo o que não é verdadeiro, para conhecer de fato nosso coração e nos vermos como Deus nos vê, é necessário que Ele mesmo nos revele seu interior. Somente quando nos dispusermos a ser corrigidos, com o coração verdadeiramente quebrantado, e estivermos prontos para aceitarmos com arrependimento o erro que nos cega, é que Ele poderá nos falar das mais profundas verdades espirituais. Não nos esqueçamos porém, que Ele fará isso começando por nos revelar a real condição de nosso coração.



Pr. Derli O. Lima
FIDELIDADE É A MARCA DO SALVO

Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida. Apoc. 2:10

Um dos significados de fidelidade, segundo o “Aurélio” é: constante, que por sua vez tem o significado de: aquilo que não se desloca; inalterável; imutável, e também: incessante; contínuo.

Uma das mais marcantes características do homem é a sua falta de fidelidade, o que vale dizer que o homem é por natureza, infiel, o homem costuma não ser fiel nem mesmo aos seus próprios princípios, de acordo com o momento, é que ele age. Na matemática, constância é um termo usado para representar um valor que não muda nunca, é a base dos cálculos referentes àquela equação, todos os outros valores circulam ao redor da “constante”, mas ela permanece inalterável.

O salmo 125, em seu verso primeiro nos faz uma declaração, uma afirmação melhor dizendo, que nos faz pensar muito a respeito da nossa maneira de “crer”, fazendo referência aos montes de Sião, que não se moviam, (com certeza não se moveram até hoje) o salmista fala da sua fé, comparando-a com a perenidade da montanha, isto nos dá uma impressão muito forte de que quem escreveu o salmo, tinha uma fé bastante experimentada, e que em diversas situações o Senhor já havia se mostrado fiel e cuidadoso a ponto de fazer crescer a confiança nEle.

No verso segundo, novamente faz menção aos montes da Palestina, que rodeavam Jerusalém, o escritor do salmo nunca tinha ouvido falar de que tais montes tivessem, um dia sequer saído dali para dar uma volta, ou fazer algo mais importante do que ficar contemplando a bela cidade, estiveram sempre ali e ele tinha toda a certeza de que jamais aquelas montanhas se moveriam daquele lugar, compara-os à presença do Senhor, velando na vida daqueles que nele confiam, duas comparações impressionantes, fé firme como uma montanha, em um poder sempre presente como uma montanha, isto é fidelidade bilateral. O que nos faz fiéis é o fato que temos um Deus que é fiel, a nossa fidelidade deve se apoiar na Sua fidelidade.

A fidelidade que nos é exigida, como as demais ordenanças que nos foram dadas pelo Senhor, pode parecer que só servem para nos oprimir ou tornar a nossa vida mais difícil, mas é bem ao contrário, ela serve exatamente para nos abençoar, para fazer com que não nos afastemos daquele que tem todo o poder nas mãos, e que com toda a certeza há de nos conceder a vitória no dia em que estivermos prontos, quando já maduros, estivermos preparados para tomar posse da benção.

Porém, se não conseguirmos nos manter fiéis, iremos ver a vitória nos escapando das mãos por não termos conseguido esperar naquele que nunca nos abandonará.
Ser fiel, em resumo, é manter-se confiante mesmo nos momentos em que tudo parece perdido, ser fiel é mostrar confiança de que Ele não nos abandonará, e com zelo manter-se em submissão, em completa obediência ao Senhor! Sabendo que tudo o que diz respeito à nossa vida já foi providenciado por Ele. Aleluia!         Salmo 138:8
QUE  SERÁ DA IGREJA DO SENHOR?

II CORINTIOS 11 -Oxalá me suportásseis um pouco na minha insensatez! Sim, suportai-me ainda. 2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele como virgem pura. 3 Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo. 4 Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais! [... ] 13 Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. 14 E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. 15 Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras. [...] 19 Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos. 20 Pois se alguém vos escraviza, se alguém vos devora, se alguém vos defrauda, se alguém se ensoberbece, se alguém vos fere no rosto, vós o suportais.

O que será de nós Senhor? Da tua igreja? Diante tanta agressão à tua palavra, que é a verdade absoluta, de tanta concessão de quem deveria estar liderando esta igreja para ser luz que enfrenta as trevas, que passou a aceitar que tua vontade pode ser relativa, em contraste com o que diz Tua palavra de que deve ser ela absoluta, que será de nós Senhor, que nos deparamos com um gigante inimigo, que precisamos vencê-lo, fazer-lhe frente, mas não sabemos onde golpeá-lo? Que vemos dia após dia, sorrateiramente estabelecendo mais um ponto de avanço para dentro das fileiras outrora chamadas santas?
Tua igreja sempre foi o porto seguro, o lugar de refúgio para o homem massacrado pelo peso do pecado, o evangelho genuíno, puro como pregado por Cristo e os apóstolos sempre foi o diferencial na vida de quem chegava para compor as fileiras dos resgatados da vida de engano. Hoje, esta igreja parece mais uma armadilha para prender aqueles que tendo algum recurso neste mundo estejam sofrendo suas angústias e procuram alento para suas almas cansadas, mas apenas com a intenção de tomar para si mesma uma parte gorda desses recursos. O grande prêmio hoje não é mais agradar ao Senhor e lutar a batalha da fé, é dinheiro mesmo!
Pesa-nos o coração, ardem-nos os olhos, desfalece-nos a alma diante tão dura realidade, onde a geração atual de crentes, em sua maioria nem mesmo sabe do que falam aqueles que gritam contra os modismos, contra uma igreja que aceita concessões em parcerias com conceitos mundanos e humanistas, para aqueles que nasceram e cresceram nesse caudal imundo de verdades relativas, a “igualdade de direitos” e “liberdade de escolha” são, estes sim, conceitos absolutos e direitos “inalienáveis” do ser humano.
Deus e sua vontade como princípio absoluto estão sendo retirados dos conceitos que formam o consciente coletivo, é considerado retrógrado aquele que apela para a verdade absoluta de Tua palavra, a bíblia outrora incontestável tem sido ridicularizada em público e até em documentos oficiais de pessoas que representam o governo da nação. Me sinto compelido a declarar como Elias: fiquei eu só..., ainda que saiba que existem pessoas que lutam, com ações ainda mais relevantes que as minhas; essa é a sensação, a de estar lutando contra um inimigo que se agiganta contra nós e não sabemos ao menos onde bater-lhe.
Sofro pela igreja, não por amor idolátrico a ela, mas por saber que ela é “luz” que acesa deveria iluminar a casa, mas está sendo posta debaixo de algum móvel ao invés do lugar mais alto dela. Este “sal”, a igreja, já está insípido, que fazer dele então? Arrepia-me lembrar o que diz o texto sagrado sobre isso. Que será Senhor de tua igreja?
VALORES ESPIRITUAIS
Valores, ou conceitos, podem ser: morais, sociais, familiares ou espirituais. Conceitos são todas aquelas coisas concebidas no “espírito” humano, podemos  também entender o conceito como uma forma concebida de pensar acerca de uma proposição qualquer ou de alguém, ou pode meramente ser uma opinião, um julgamento.
Os conceitos,  são também conhecidos como valores, por serem a forma como o ser humano, a respeito das coisas, pensa, julga, emite opinião e reage na sociedade, e que determinam sua “utilidade” ou seu “valor” para os outros humanos. Os conceitos são dinâmicos, variam e se adaptam de acordo com as transformações das sociedades onde são formados. É preciso pensar sobre a forma como os conceitos, ou “valores” são hoje formados, considerados, mantidos ou descartados.
Em épocas passadas, os padrões de comportamento social eram duradouros, passavam de uma geração para outra, sendo bem definidos. Porém, com o aumento da velocidade da informação, os valores começaram a mudar na mesma velocidade, e as gerações que emergiram,  que se formavam bombardeadas pelas mudanças e variações contínuas sobre o  “certo e o errado”, não tinham mais um referencial.
 O avanço da tecnologia (na mídia em geral) levou ao desenvolvimento da ciência da informação, que se tornou mais acessível e cada vez mais atraente, provocando assim, sede cada vez maior e mais insaciável por mais informação. Esta rapidez frenética do contato, avaliação e descarte da informação, dificulta a assimilação de conceitos.
A juventude hoje (14 -30 anos) que vive numa verdadeira salada de “pensamentos”, vindos de toda parte do mundo, às vezes de fontes não aconselháveis, já não consegue formar conceitos duradouros e produtivos; é claro porém que para toda regra há exceção, não se pode generalizar.
A pergunta é: como andam os valores espirituais, os chamados valores religiosos das gerações atuais? Em meio a essa celeuma de pensares diferentes, em meio a essa salada de valores variados, o que o cidadão em formação pensa sobre Deus? Que lugar em sua vida ele dá ao Deus da Bíblia? Quanto do seu tempo, ou de seus planos para o futuro, incluem uma legítima preocupação espiritual?
O assunto em questão pode até parecer sem relevância, mas é preocupante ver como o pensamento do início do século XXI abandona a idéia de um Deus soberano e presente; até se fala muito de religião, de espiritualidade, mas na maioria das vezes, de forma poética apenas, romântica e superficial, sem nenhum peso (valor) ao se tomar decisões.
Pensemos sobre o que diz a Bíblia, em Oséias 4:6 “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” O conhecimento a que se refere o profeta é sobre conhecer a pessoa e a vontade de Deus.
Para pensar: porque é tão fácil conseguir que as pessoas compareçam em uma festa, e tão difícil que alguém vá até uma igreja para aprender um pouco sobre Deus?
Deus te abençoe leitor, que você entenda que é preciso aprofundar-se nas coisas de Deus.

Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem               são temporais, e as que se não vêem são eternas.  2 Coríntios 4:18 
                                                               Pr. Derli 
VENCENDO A CARNE
ou
ENTENDENDO A CRUZ DE CRISTO
Texto: Rm 1:18-32
Como podemos compreender por esse texto da palavra de Deus, toda essa desgraça, essa degradação moral que vai se propagando e dominando a consciência das pessoas, se dá por um motivo bem claro: “...E, por desprezarem o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes.”

Se alguém despreza o conhecimento de Deus, não importa a sua posição social, cultura ou religião; essa pessoa se inclinará para a carnalidade, para o pecado e, conseqüentemente, para a morte. Mas se essa mesma pessoa buscar a Deus, ela caminhará para a vida e para a paz.
Conhecer a Deus não é somente receber essa ou aquela bênção. Conhecer a Deus é ter um contato pessoal, individual com a Sua pessoa, isto é: tocá-lo e ser tocado por Ele. Isto é avivamento pessoal. Deus quer mudar o nosso coração para o reconhecermos como Deus e vencermos os pecados aos quais como homens, nos entregamos.

Ele quer colocar dentro de nós o Seu Espírito Santo, que nos ajudará a reconhecê-lo e adorá-lo. Quando Deus coloca o Seu Espírito sobre nós e dentro de nós, Ele espera que nos entreguemos a Ele, cada dia. Mesmo tendo tido uma experiência com Jesus, se negligenciarmos a presença do Espírito Santo conosco e nos entregarmos às paixões de nossa carne, certamente morreremos. “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; MAS, SE, PELO ESPÍRITO, MORTIFICARDES OS FEITOS DO CORPO, CERTAMENTE, VIVEREIS.” Rm. 8:13.

Tudo na vida custa um preço. A vitória sobre o pecado, a comunhão perfeita e a glória de Deus também nos custará um preço. O preço é “sofrer” com Cristo, o que na verdade, não é sofrimento, poderá até mesmo parecer uma perda quando abrirmos mão das paixões da nossa carne, do pecado, mas depois veremos que de fato ganhamos, lucramos, pois o resultado será de vitória, de crescimento. Todos os dias devemos nos aquietar diante de Deus, procurá-lo em oração e contemplação, porque? Porque se não nos alimentarmos de Cristo, as paixões que residem em nossa natureza carnal se levantarão para nos conduzir ao pecado e à morte. Se, entretanto, nos alimentarmos a cada dia do Espírito de Cristo, da presença de Deus, ficaremos fortes na luta contra as paixões da nossa carne.                 Jesus dizia a todos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia-a-dia tome a sua cruz e siga-me.” Lucas 9:23. Cruz nos fala de morte e, posteriormente, de ressurreição. Tomar a cruz é renunciar ás vontades e inclinações pecaminosas da nossa natureza humana.

Porque tem de ser a cada dia? Por mais que alguém consiga se santificar, ou amadurecer na vida espiritual, nunca ficará livre da tentação do pecado, aliás, quando pensarmos já estar bem preparados e nos descuidarmos será aí que estaremos mais perto de cair. Por isso é preciso ser a cada dia, um dia após o outro, todos os dias, sem faltar nenhum sequer, para que a carne não se levante e domine. Esteja certo disso: não há nada que possa domar a sua carne. Somente o poder da presença do Espírito de Deus, agindo em seu espírito, sua alma e corpo pode domá-la. Nenhuma religião, costume ou regra tem poder contra a sensualidade. Cl. 2:23 - Leia e medite em Gálatas 5:24-25

É este o significado da cruz, o maior e mais sublime benefício conquistado por Cristo com seu sacrifício foi nos alcançar a possibilidade de termos o Espírito de Deus como nosso amigo e companheiro diário. É pelo Espírito Santo que mortificamos os feitos do nosso corpo e obtemos vitória sobre o pecado, alcançando assim a perfeita comunhão com nosso Pai celestial. Se você ainda não tem vivido nesse nível de comunhão, peça a Deus que lhe toque hoje mesmo; e no seu dia a dia gaste tempo sozinho com Ele, com certeza e Ele o fará!

Pr. Derli Lima
VITÓRIA E SANTIDADE
II PEDRO 1: 1- 12.  ”Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.”

            A vida que o Senhor nos tem preparado é com toda a certeza uma vida de vitória, o que infelizmente a maioria de nós não consegue perceber. Isso acontece por não entendermos o que realmente causa as nossas frequentes derrotas, ou seja: estamos enganados a respeito de nossas fraquezas.
O homem pensa que fraqueza é não conseguir a realização de suas vontades, então, por não conseguir a satisfação de suas vontades, (sejam as mais justificadas ou não) se julga limitado, fraco, DERROTADO, e passa a procurar um Deus que supra esta sua necessidade, um Deus que na realidade lhe sirva de complemento para sua humanidade.
            Muitas vezes, (mas, muitas vezes mesmo!) isto acontece conosco quando tentamos resolver a nossa vida com Deus, ou quando tentamos melhorar o que chamamos de “Vida espiritual”. Acostumados que somos a lutar no plano físico, vivemos em guerra conosco mesmo, nos enchendo de proibições e restrições, na ilusão de que a luta espiritual se vence com força de vontade apenas.
            Mas não é assim que a palavra de Deus nos ensina, ela nos mostra que a luta espiritual é uma guerra onde temos um aliado importante, que não precisamos nos esforçar como que se lutássemos sozinhos, para agradar um Deus com desejos “insaciáveis” de santidade, querendo de nós algo que nunca vamos conseguir lhe dar, pelo contrário, a Bíblia nos mostra que o Senhor nos criou para uma vida de vitória plena, com muita alegria e contentamento, vitória espiritual que pode nos dar a realização completa enquanto pessoas.
            A necessidade de santidade é algo que visa nos beneficiar, e não tornar nossa vida mais difícil, quando conseguirmos aplicar à nossa vida o conhecimento que o Senhor Jesus tão graciosamente nos ofertou, o que não é nada difícil, é muito simples até, então teremos comunhão perfeita com o Pai, e aí viveremos a mais feliz de todas as vidas que se possa imaginar.
Para conseguirmos alcançar essa meta tão importante que nos foi apresentado por nosso Deus, devemos manter nosso compromisso com Ele, e trazer nosso pensamento cativo, preso a Ele pois o resto Ele, através de seu Santo Espírito, fará em nós, Amém!
Pr. Derli Lima