sábado, 9 de novembro de 2019

ARREPENDIMENTO, CONDIÇÃO DO CORAÇÃO QUE SERVE
 PR. DERLI OLIVEIRA DE LIMA


Deus nos tem chamado para uma vida de serviço, ao nos envolvermos com sua obra, não o fazemos porque somos bons de coração ou porque nossos serviços são indispensáveis, nem mesmo porque atingimos um nível espiritual que nos abona a sermos aceitos nas fileiras do Senhor mesmo que Ele não queira, assim como que se Ele fosse obrigado a nos aceitar por termos cumprido algum requisito preestabelecido.
Uma coisa que é preciso lembrar sempre é que Ele é o Senhor, não somente no sentido de ser dono, ou autoridade, mas Senhor no sentido de estar acima de qualquer um ou qualquer coisa, não é por precisar de nós que Ele nos chama, é para nos honrar, nos presentear, é um privilégio servi-lo, uma honraria feita a quem não merece, não é um encargo ou uma obrigação, algo que tenhamos de fazer com má vontade e com indisposição.
Ao trabalhar em sua obra temos a oportunidade de retribuir a Ele com a mesma honraria com a qual Ele nos honrou, é uma forma que temos de prestar homenagem àquele que tanto nos deu, servir ao Senhor é uma forma de adoração, devemos servi-lo com um coração submisso e gentil, com alegria e sem esperar nenhuma recompensa ou reconhecimento, devemos sim, procurar estar em condições de graciosamente alegrá-lo com um coração bem preparado para o bom desempenho da função que a nós foi confiada.
Pensando assim, devemos a cada dia, a cada novo amanhecer examinar nosso coração, para ver se a motivação que nos leva a fazer o que fazemos em nome dEle, é genuinamente para honrá-lo ou para honrar a nós mesmos.
Cada novo dia é uma oportunidade para examinarmos nosso interior, para nos concertarmos com Ele, para nos arrependermos, para purificarmos nossas intenções, para analisarmos sinceramente nossa atuação e redirecionar nossas motivações. É oportunidade para chorarmos diante dele envergonhados pela forma relaxada que fizemos sua obra, por não termos tentado fazer mais e melhor, por não termos dado tudo de nós na busca de melhores resultados.
Servir ao Senhor, não deve ser:
  • com vaidade, como se o motivo de ser escolhido tivesse sido alguma qualidade que possuíssemos.
  • com orgulho por algo que tendo sido feito apresente bons resultados, como se tivesse sido feito por nossa exclusiva capacidade.
  • com desleixo com se fosse um serviço prestado a homens e não ao Senhor, ou um serviço no qual nos alistamos por vontade própria ou em benefício próprio.
  • com desânimo por falta de resultados aparentes, como se não existisse uma fonte onde buscar recursos espirituais, e uma forma de encontrar restauração e direção para um serviço de realizações. 
  • como se fosse um peso de obrigação, mas com prazer renovado na conscientização de que servi-lo é um privilégio e não um castigo.
  • com irresponsabilidade como se fosse algo que não merecesse nossa maior atenção e não necessitasse nossa melhor preparação.  
Deve ser feito com um coração agradecido e submisso, com desejo de fazer cada vez mais e melhor, buscando-se para isso uma condição de comunhão constante com Ele mesmo, o Senhor da obra. Em atitude contínua de auto-exame, de quebrantamento e arrependimento sincero profundo e transformador.

Arrependimento sim, já que somos tão falhos, como resultado de cada exame feito em nós mesmos, encontraremos motivos para nos arrependermos, e que seja com profunda dor pela ofensa causada ao Senhor, essa é a forma de restabelecermos à normalidade nossa relação com Ele, de servos que servem adorando em santidade e gratidão.

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